não corria sobre o papel.
Fazia Tempo que não
falava das minhas aflições,
minhas dores e amores...
Fazia Tempo que não lembrava
e não chorava de arrependimento...
Fazia Tempo que minha boca calada
não falava palavras de amor,
de sonhos e desejos...
Fazia Tempo que minhas ilusões
não pegava carona num rabo de uma estrela
que cai no céu de meus sonhos...
Fazia Tempo que minhas mãos
não acariciavam as praias
deixando a areia escoar por entre os dedos,
como se esvaem nossas fantasias,
nossos sonhos...
Fazia Tempo que meu lápis
não falava da doce loucura
dos meus momentos insanos
ou dos meus instantes de plena consciência,
onde a lágrima triste cai...
Fazia Tempo que meu lápis
não falava de poesia,
onde tudo posso,
onde tudo é possível...
Fazia Tempo que eu não te amava como eu te amo!...
Fazia Tempo....
© copyright by J. A. F. Canoas
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