"Minhas páginas..."®

"Minhas páginas..."®
Blogger desde maio de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Poeta

Alegria de poeta
é ver a lágrima cair.
Alegria de poeta
é contar em versos e prosa
o vôo das aves,
o amor impossível,
o beijo não dado,
o abraço ausente...
Alegria de poeta
é contar das mágoas no coração,
da dor do amor e da solidão...
Alegria de poeta
é ser triste,
triste como a sua própria natureza...
Poetas são seres perdidos
dentro de si mesmos...


© copyright 2011 by J. A. F. Canoas

® direitos autorais Registrado no INPI - (Obras Literárias)

Ao Sr. Olavo

(Ao meu eterno e grande amigo, o meu 1º sogro, o "Seu Olavo")


Oi amigo,
hoje minha pena voltou a falar...
Mas voltou triste...
O papel já não é o mesmo,
as linhas, hoje só falam de saudade...
Do coração do velho poeta,
brotam as lágrimas que meus olhos teimosos
teimaram em não derramar...
Sua presença ainda permanece no muro
vendo o quintal,
cuidando dos pássaros
ou reliando com as crianças...
Permanece ainda,
sua sombra sentada na escada,
desenrolando nós nas linhas dos pipas...
Permanece ainda no ar, o som de sua voz,
ranhetando com todos,
e o sorriso maroto de suas travessuras...
Permanece ainda,
no sofá vazio da sala,
no silêncio da televisão,
no seu lugar na mesa...
Que saudade amigo....



© copyright 2011 by J. A. F. Canoas

® direitos autorais Registrado no INPI - (Obras Literárias)

Apenas Palavras

Não foram apenas palavras
jogadas ao vento,
nem apenas palavras
perdidas na noite.

Foram apenas palavras
que falei a uma estrela cadente...

Foram todas as palavras de amor
que apenas em um beijo
depositei em suas mãos,
em seus lábios...



© copyright by J. A. F. Canoas

Perdão


É comum em nosso dia-a-dia
sofrermos decepções e ficarmos magoados.

Isso é até mesmo natural,
pois somos humanos e temos sentimentos,
princípios e, também, sonhos e carências.

Algumas pessoas, porém,
não conseguem superar as decepções
e deixam crescer dentro de si uma mágoa,
que irá proporcionar ressentimento,
se não for tratada.

Ressentimento é continuar sentindo
a decepção e a mágoa.

O caminho é logo chegar à amargura.
Quando isso acontece,
nosso organismo todo é atingido.

Ficamos também doentes física,
emocional e espiritualmente.

Algumas pessoas se
tornam agressivas e carrancudas.

Sem o perdão, não poderemos ter
o restabelecimento de nossa plena saúde.

Perdoar quer dizer
"desatar cadeias, ataduras".
Quem não perdoa está preso a correntes,
a uma triste lembrança do passado
e não pode desenvolver-se.
Perdoar é uma decisão.

É escolher entre liberar a
pessoa que nos ofendeu
ou querer vingar-se.

Quando temos um coração cheio de amor
e paz é muito mais fácil perdoar.

Esse amor é mais forte do que
o ódio lançado contra nós.

O amor apaga esse mal e
podemos assim perdoar...

Não só devemos perdoar quem
voltou às pazes conosco ou
quando tudo está ótimo para nós.

Jesus perdoou os seus agressores
ainda na cruz quando
ele sentia as maiores dores.

Seu amor foi suficiente para exercer o perdão.

Se desejamos ter uma vida
de paz e um futuro maravilhoso,
devemos pedir que Deus encha nossos
corações de amor,
pois assim poderemos perdoar.

Não vale a pena ficar preso a um
fato negativo do passado.

Temos uma vida pela frente...
Às vezes perdoar é muito difícil...
chegamos a pensar que nunca perdoaremos,
que nunca esqueceremos alguma
mágoa que alguém nos proporcionou...
mas isso é passageiro...as mágoas passam e
se soubermos perdoar o coração fica mais leve
...ficando mais leve "cabe" muito mais amor
e carinho dentro dele...portanto,
por mais difícil que seja
o melhor caminho é mesmo o perdão...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Carta de um bebê

Meus queridos e amados amigos, todos sabem o quanto amo minha esposa, meus filhos e essa instituição chamada família.
Hoje "fuçando" na net acabei em um site onde ví algumas reflexões e entre um monte de lágrimas, acabei "copiando" esta aqui: ...

CARTA DE UM BEBÊ

Oi mamãe, tudo bom?
Eu estou bem, graças a Deus faz apenas
alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha.
Na verdade, não posso explicar como estou
feliz em saber que você será minha mamãe,
outra coisa que me enche de orgulho
é ver o amor com que fui concebido.

Tudo parece indicar que eu serei a criança
mais feliz do mundo !!!!!!
Mamãe, já passou um mês desde que fui concebido,
e já começo a ver como o
meu corpinho começa a se formar, quer dizer,
não estou tão lindo como você,
mas me dê uma oportunidade !!!!!!
Estou muito feliz!!!!!!

Mas tem algo que me deixa preocupado...
Ultimamente me dei conta de que há algo na sua
cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem,
isso vai passar, não se desespere.
Mamãe, já passaram dois meses e meio,
estou muito feliz com
minhas novas mãos e tenho
vontade de usá-las para brincar...

Mamãezinha me diga o que foi?
Por que você chora tanto todas as noites??
Porque quando você e o papai se encontram,
gritam tanto um com o outro?
Vocês não me querem mais ou o que?
Vou fazer o possível para que me queiram...

Já passaram 3 meses, mamãe,
te noto muito deprimida, não entendo
o que está acontecendo, estou muito confuso.
Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou
uma visita amanhã.

Não entendo, eu me sinto muito bem....
por acaso você se sente mal mamãe?

Mamãe, já é dia, onde vamos?
O que está acontecendo mamãe??
Porque choras??
Não chore, não vai acontecer nada...
Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde,
não tenho sono, quero continuar brincando
com minhas mãozinhas.

Ei !!!!!! O que esse tubinho
está fazendo na minha casinha??
É um brinquedo novo??
Olha !!!!!! Ei, porque estão sugando minha casa??
Mamãe !!!!

Espere, essa é a minha mãozinha!!!!
Moço, porque a arrancou??
Não vê que me machuca??
Mamãe, me defenda !!!!!!
Mamãe, me ajude !!!!!!!!
Não vê que ainda sou muito pequeno
para me defender sozinho??

Mãe, a minha perninha, estão arrancando.
Diga para eles pararem,juro a você que vou
me comportar bem e que não vou mais te chutar.

Como é possível que um ser humano possa
fazer isso comigo? Ele vai ver só quando eu for grande e forte.....
ai.....
mamãe, já não consigo mais...
ai...
mamãe, mamãe, me ajude...

Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia,
e eu daqui de cima observo como ainda te machuca
ter tomado aquela decisão.

Por favor, não chore,lembre-se
que te amo muito e que estarei aqui te esperando
com muitos abraços e beijos.
Te amo muito

Seu bebê.


QUE DEUS TENHA PENA DE NOSSAS ALMAS !!!!
Tenhamos consciência.
Digam NÃO ao aborto

Enviado por Diana

Pai

Pai...Eu não me recordo

Um só momento em que não contasse com seu apoio.
Não com sua aprovação,porque discordávamos muitas vezes.
No entanto,em cada ocasião eu sabia que não estava só,
que estavas ali à minha espera para
amortecer minha queda ou festejar meu êxito.

Que me falasse da honradez, da importância do trabalho
feito com consciência, da recompensa, da generosidade...
Entretanto levo esses valores gravados em mim.
Porque o vi proceder de acordo com eles a vida toda.

Que estivesses ocupado demais para me escutar,
cansado demais para me ajudar,
preocupado demais com seus problemas para não
compreender os meus e sério demais para não rir comigo.

Por tudo isso papai, no seu dia só posso lhe dizer que

TE AMO

(autor desconhecido)

Vergonha

Sinto vergonha de mim
por ter sido educadora de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!


Texto de Cleide Canton Garcia

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

VELHO

VELHO

(de meu pai “Urbanus”)

Hoje estou com vontade de escrever.

Você se lembra meu amor, quando eu tinha essa vontade?

Quando, sem mais aquela, com a caneta na mão, rabiscava as crônicas?

Pois é. Hoje, estou assim. Será que é saudade de produzir alguma coisa, de gravar o pensamento em letras? Ou será, simplesmente, a velhice que está batendo às portas e me faz sentir essa lacuna no meu peito?

É... A velhice... A lacuna...

Velho... Ninguém gosta de velho.

Porque velho é, quase sempre, um “chato”. É aquele indivíduo que quer impor a sua vontade e que não gosta de nada, que se cansa à toa e que tem um sono danado e que sempre cochila frente à televisão...

Mas, o que quase ninguém nota é que, nas águas do lago do olhar do velho, refletem-se os sonhos que não se realizaram, principalmente... Então, o velho, marinheiro experiente, procura controlar o barco de seus pensamentos carregados de saudades, repletos de anseios...

E ninguém vê, porque os olhos do velho estão fechados... A boca, às vezes, aberta... Ele está dormindo...

Não! Ele está sonhando... Está vivendo as quimeras... Está no leme de seu imaginário navio singrando as águas do passado!

Essas águas, por vezes, são calmas. É quando ele pensa no amor... Outras horas, tormentosas, violentas. É quando ele relembra as lutas, as dificuldades de um passado só dele...

A lacuna... É o vazio de seus dias quando ninguém mais quer sua companhia. Quando os seus filhos já foram para outros lares...Quando algum deles já partiu para outra esfera...

Quando os circunstantes riem de suas queixas ou quando nem as escutam....

Hoje, estou com vontade de escrever. Queria dizer dos meus sonhos; das quimeras; das luzes; dos brilhos; das estrelas. Queria dizer da VIDA.

Mas, por quê?

Sou um VELHO!...

(Urbanus)

E essa foi minha resposta ao meu pai:

(Ao meu pai, timoneiro do tempo, que singra os mares da vida, em seu barco, um barco de papel, chamado amor!... ).

Pai, meu “velho pai”, li e reli sua crônica, por várias vezes, e como o senhor, a caneta também veio à minha mão. Essa pena, em geral tão faladeira, por instantes ficou muda. Um turbilhão de palavras jorrava em minha mente, e ela, ela não podia falar... O que adiantava dizer ao mundo? Ninguém iria acreditar... Dizer que as lembranças são recordações marcadas a ferro e a fogo, em nossos corações, como se marcavam os escravos por toda a vida, tornando-nos escravos de marcas antigas...

São as marcas antigas, “velho pai”, são as paisagens brancas desses rumos incertos, a paisagem quase azul deste infinito derradeiro. São seus barcos, seus barcos de papel, são seus arco-íris, no fim do horizonte, onde estava talvez um sol poente, uma estrela cadente, uma palavra esquecida, uma crônica não escrita...

São as coisas que não definem e que se mostram como realmente são.

São árvores perdidas no fundo do quintal, velhas igrejas da praça, povoando seus sentidos, velhos rios do interior de seu coração, nessa geografia que traz nas palmas das mãos, onde as plantas e as folhas caídas tratam da terra com raízes invisíveis.

Sei de marcas antigas, pai. Sei das suas ilusões, dos seus sonhos. Sei das suas montarias em cavalos bravios e imagináveis, domando-os como um campeão de rodeio. Sei dos seus amigos do passado, sei do mineiro que gosta de festa e catira, mas se curva aos sentimentos da companheira amada...

As marcas antigas “velho pai”, são tempos guardados num bolso de paletó. São coisas que nem sei e nunca saberei...

No entanto, tudo se descobre a cada momento, tudo se faz e refaz, nas ruas e nas praças, nos rostos dos filhos tristes, no aceno quieto do neto que atravessa a rua do mundo, em busca da vida.

Pai, onde está o brilho de sua estrela? Onde está a sua lua cheia, que enchia os antigos céus de primavera? Onde estão pai, seus silêncios da noite? E a sua noite mais profunda, da qual você acorda com o seu gesto mais leve?

Eu ainda sou “moço”, pai, e sei desses dias. Mas não sei compreender as horas de cada instante, pouco sei de mim e nada sei do que me cerca. Ainda sou “moço”, “velho pai”...

Pensei em juntar palavras, talvez de afeto, em momentos de desencantos:

música, ritmo, folhas, raízes, sombras, ruas, alamedas, prédios, janelas, portas, sinos de igrejas, mãos, acenos, planícies, espelhos, buscas, silêncio, solidão, tristezas, um copo de cerveja, o poema inacabado, frases...

Sei juntar pai, palavras talvez de afeto em momentos de desencantos. Mas, não é tudo. São as marcas antigas, pai... As marcas de sempre...

Não é preciso se entristecer, não é preciso desvencilhar-se dos grilhões dos brancos de seus cabelos. Nada é preciso pai, assim é a circunstância dos dias e as novidades da estrela que nasce e apaga. O tempo não existe, viva o seu dia, viva o seu infinito, maior que o próprio infinito. Esse infinito que nunca acaba e que nunca começa... Nem inicio, nem fim... Observe nos seus filhos o sorriso, talvez a lágrima. seja a luz de todas as tardes, nesse farol do navio que atravessa os oceanos de seu próprio descobrimento. Descobrimento de seu o meu querido “velho pai”.

sua benção

seu filho


(infelismente não tenho as datas dessas páginas, mas acredito que tenham sido escritas por volta de 2004)


© copyright by J. A. F. Canoas

O idoso

Abençoados são aqueles que compreendem os meus passos vacilantes, e as minhas mãos que tremem...

Abençoados são aqueles que sabem que hoje meus ouvidos precisam se esforçar para aprender as coisas que dizem...

Abençoados são aqueles que parecem saber que meus olhos estão embaçados e meu espírito, vagaroso...

Abençoados os que olharam para o outro lado, quando hoje derramei o café na mesa...

Abençoados aqueles que com um alegre sorriso param para conversar um pouco...

Abençoados aqueles que nunca dizem: “Você já contou esta história duas vezes hoje”...

Abençoados aqueles que sabem como trazer de volta as lembranças de ontem...

Abençoados os que percebem o meu desalento para encontrar forças para a cruz carregar...

Abençoados aqueles que com bondade suavizam minha jornada à última morada...

(um autor inglês desconhecido)

A minha filha


Sabe filha, olhando você adormecida assim, minhas mãos não se controlam e passam a alisar seus cabelos, acariciando-os lentamente. Vejo-a sorrindo levemente... Qual será o seu sonho? Em que brincadeira estará vivendo seu sonho neste momento? Imagino-a sonhando com seus brinquedos, suas bonecas, ou melhor, “seus filhos”... Parece que os brinquedos flutuam pelo quarto durante o seu sonho...

Vejo-a falar dormindo, palavras desconexas... O que estará sonhando? E assim quem passa a sonhar sou eu. Sonho, sonho e sonho... Vejo-a correndo pelo quintal, brincando, teimando ou brigando... Jogo videogame com você e disputo “pau a pau” cada partida. Mas você sempre “vence”. Posso até ver o brilho em seus olhos e o seu sorriso de satisfação em vencer-me...

Quando vou buscá-la na escola, só Deus sabe quanta alegria sinto ao saber que está aprendendo e quanto orgulho eu sinto pelas suas notas...

Quando está doente, filha, meu sono não tem hora, minha cama é quase sempre partilhada com você, na esperança vã de poder afastar a febre que às vezes a incomoda...

E a minha imaginação ainda voa e vai até onde você está...

Quando estamos assistindo TV, você deita em meu colo, por entre minhas pernas e curte o filme. Mas o filme não me empolga, pois sinto o calor de seu corpinho junto ao meu e aliso novamente os seus cabelos. E você numa alegria incontida, pula em meus braços e alisando meu rosto, diz: “puxa pai, você está barbudo hoje”...

Mas os cavalos coloridos, as bonecas e as casinhas não param de bailar no espaço de minha mente e pelo quarto...

Quando você passa batom e se pinta toda, com ares de moça-grande... Ah! Minha pequena menina!...

Mas de todos os sonhos, filha, o que mais me agrada, é o de sonhar com o seu amor e o sonho de ser verdadeiramente o seu pai...

E assim, cobrindo-a, velando pelo seu sono, para que nada possa interrompê-lo, peço a Deus que a abençoe e também adormeço...

Seu pai...

(à minha filha como todo o meu amor e carinho)



© copyright by J. A. F. Canoas