(Ao meu eterno e grande amigo, o meu 1º sogro, o "Seu Olavo")
hoje minha pena voltou a falar...
Mas voltou triste...
O papel já não é o mesmo,
as linhas, hoje só falam de saudade...
Do coração do velho poeta,
brotam as lágrimas que meus olhos teimosos
teimaram em não derramar...
Sua presença ainda permanece no muro
vendo o quintal,
cuidando dos pássaros
ou reliando com as crianças...
Permanece ainda,
sua sombra sentada na escada,
desenrolando nós nas linhas dos pipas...
Permanece ainda no ar, o som de sua voz,
ranhetando com todos,
e o sorriso maroto de suas travessuras...
Permanece ainda,
no sofá vazio da sala,
no silêncio da televisão,
no seu lugar na mesa...
Que saudade amigo....
© copyright 2011 by J. A. F. Canoas
® direitos autorais Registrado no INPI - (Obras Literárias)
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