"Minhas páginas..."®

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domingo, 22 de janeiro de 2012

Meu "velho", meu eterno amigo



Olá papai,
que saudade... Faz tempo que não nos vemos, o senhor teve que ir "viajar" (era assim que nos ensinavam quando éramos pequenos). Aliás, aos olhos de nossos pais nunca deixamos de ser pequenos, nunca deixamos de ser crianças, isso não importando a idade que possamos ter.
Mas hoje a saudade bateu no peito papai... Quanta falta o senhor faz aqui.
Sinto falta de suas anedotas, de seus "causos", de suas crônicas, de suas histórias...
Sinto falta de suas "rabugices", de suas teimosias...
Sinto falta de sua amizade...
Sinto falta de seus conselhos...
Sinto falta de sua voz...
Sinto falta de você papai!


Aonde quer que esteja papai
beijo-lhe a mão pedindo lhe a sua benção e receba também
um grande abraço e um grande beijo
seu filho



© copyright 2012 by J. A. F. Canoas

® direitos autorais Registrado no INPI - (Obras Literárias)

Amado Velho

Amigos,
peço licença mais uma vez para publicar aqui mensagens do site: Reflexão de Vida, devido a beleza de suas mensagens e o grande teor nelas contidos:










Amado Velho

O dia que este velho já não for o mesmo, tem paciência e me compreenda.
Quando eu derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tem paciência comigo e lembre-se das horas que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.

Quando conversas comigo, repito e repito as mesmas palavras e sabes de sobra como termina, não me interrompas e me escute.
Quando eras pequeno para que dormisse, tive que te contar milhares de vezes a mesma estória até que fechasse os olhinhos.

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques  com vergonha e compreenda que não tenho culpa disto, pois já não posso controlar.

Pense quantas vezes quando criança te ajudei e estive pacientemente ao seu lado esperando que terminasses o que estava fazendo.

Não me reproves quando não quiser tomar banho, não me chames a atenção por isto.
Lembre-se dos momentos que te persegui e os mil pretextos que  eu inventava  para tornar teu banho mais agradável.

Quando me vires inútil e ignorante na frente de todas as coisas tecnológicas que já não posso entender,te suplico que me dê todo o tempo que for necessário para não me machucares com teu sorriso sarcástico.

Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas, como comer, vestir e enfrentar a vida tão bem como o fazes,são produtos do meu esforço e perseverança.

Quando em algum momento, enquanto conversamos eu esquecer do que estamos falando, me dê todo o tempo necessário até que eu me lembre,e se não posso fazê-lo não fiques impaciente;talvez não era importante o que falava e a única coisa que queria era estar contigo e que me escutasses só um pouquinho  naquele momento.
Se alguma vez já não quiser comer, não insistas.Sei quando posso e quando não devo.
Também compreendas que com o tempo já não tenho dentes para morder nem gosto para sentir.

Quando minhas pernas falharem por estarem cansadas para andar, dê-me tua mão terna para me apoiar,como eu o fiz quando começastes a caminhar com tuas fracas perninhas.

Por último, quando algum dia ouvires dizer que já não quero mais viver e só quero morrer,não te aborreças.

Algum dia entenderás que isso não tem nada a ver com teu carinho ou o quanto te amei.

Trate de compreender que já não vivo,senão que sobrevivo, e isto não é viver.

Sempre quis o melhor para ti e preparei os caminhos que deves percorrer.

Então pense que com este passo que me adianto a dar, estarei construindo para ti outra rota, outro tempo,porém sempre contigo.

Não te sintas triste,enojada ou impotente por me ver assim.
Dê-me teu coração, compreende-me e  apóie-me como o fiz quando começastes a viver.

Da mesma maneira que te acompanhei em teu caminho, te peço que me acompanhes para terminar o meu.
Dê-me amor, paciência, que te devolverei gratidão e sorrisos com o imenso amor que tenho por ti.

Atenciosamente

Teu velho
À memória e lembrança de todos os pais e mães do mundo.
Enviado por Arlete Bonacci da Silva (Lelé)


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