retraio-me diante de ti
e calo minha voz...
O papel e a caneta,
antes indiscretos,
não invadem meus desejos mais íntimos.
_ Tenho medo....
Minha pena não encontra as palavras.
Minha pena fica muda...
Com medo, minhas mãos,
negam-se acariciar-te
e a pegar as estrelas cadentes
para enfeitar teu corpo...
Mas, com medo, meus olhos
procuram migalhas de carinho,
que derramas pelo caminho...
E com mais medo, meu coração,
por mais que negue,
revela, bem baixinho:
_ Eu te amo!...
© copyright by J. A. F. Canoas
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